5º Encontro de Fruticultura de caroço de Jarinu e região
Fundada há 5 anos, a associação conta hoje com 42 associados, agricultores dos municípios de Jarinu, Itatiba e Atibaia.
A idéia foi de unir um grupo para enfrentar as dificuldades e encontrar soluções conjuntas, como a compra coletiva de insumos para a produção com custos mais baixos, nivelamento técnico entre os produtores através de cursos de aplicação de defensivos, capacitação rural, cursos de tratoristas, palestra de motivação para funcionários, além de palestras para capacitar a mão de obra agrícola, conscientização ambiental, programa de devolução de embalagem de agrotóxico ecologicamente correto, programa de coleta de lixo doméstico seletivo, programa de recuperação e preservação dos mananciais, inclusive a Sede da Associação Hortifrutiflores de Jarinu está localizada no Córrego Tijuco Preto que faz parte do programa de Microbacias do governo do Estado de São Paulo coordenada pela CATI. Programas que vem dando ótimo resultado social nas comunidades, com isso melhorando a qualidade e produtividade da agricultura praticada em nossa comunidade. A comercialização coletiva das safras é um dos objetivos futuros da associação.
Verduras, legumes e cereais são as tradicionais culturas desenvolvidas por seus associados, mas é nas frutas que a Associação Hortifrutiflores de Jarinu se destaca
Tradicional região produtora de uva para mesa e vinho. Seguida do cultivo de morango, agora é crescente o plantio de pêssego e principalmente ameixa, em função do excelente clima da região que faz com que as frutas produzidas sejam de excelente sabor. Jarinu faz parte do Pólo Turístico do Circuito das Frutas ,é hoje a cidade da ameixa com aproximadamente 50 produtores que cultivam algo em torno de 200 hectares de fruta. Jarinu tem a maior área de ameixa cultivada no estado de São Paulo.
Para a valorização do produto, a união dos produtores tem grande importância, além do crescimento tecnológico, profissional e trocas de informações. Para isso os produtores de ameixa da Associação resolveram organizar o Encontro de Fruticultores de caroço de Jarinu e região. Este ano é o 5º evento consecutivo e vem crescendo a cada ano. Com palestras de grandes pesquisadores / doutores da EMBRAPA- RS e agora da Universidade de Pisa – Itália, além da presença de empresários da área agrícola, produtores e universitários. Com presença de mais de 200 participantes e com uma programação de vai desde o café da manhã até a visita a campo ( término por volta das 17: 00).
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10/04/2008
28/03/2008
IV Encontro de Fruticultura de Caroço de Jarinu e região
Abertura do Evento
A nossa Associação é composta por 56 associados, os quais cultivam 1600 hectares de solo, sendo que 250 hectares são destinados a fruticultura de caroço e o restante é dividido no cultivo de morango, uvas, hortaliças, legumes em geral e boa área de cereais, sendo milho e feijão, também, eucalipto e pecuária.
Queremos agradecer em especial à EMBRAPA- Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado do Rio Grande do Sul , que nos permitiu a presença da Dra. Maria do Carmo Bassols Raseira que fará a principal palestra do evento.
Agradecemos também a todos os participantes aqui presente, dando ênfase as associações, cooperativas, técnicos, pesquisadores, aos grupos de produtores do estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e outros.
Agradecemos a todas as classes produtoras, aos grandes, médios e pequenos empresários, funcionários e colaboradores.
Objetivo do Evento
O Principal objetivo deste Encontro é a União da classe produtora, a troca de informações, troca de tecnologias, uma maior integração e convivência dos produtores, interação para a comercialização, e a profissionalização, porque a profissionalismo é importante para que possamos superar a crise da fruticultura nos últimos anos.
" A nossa classe organizada e unida terá como cobrar e superar os problemas existentes. A parceria em nosso meio é de extrema importância para o que fazemos. "
Propósito
Chamar atenção de dirigentes, sejam eles municipais, estaduais, federais e órgãos ligados a fruticultura, pelas dificuldades que o nosso setor atravessa.
A falta de proteção com a nossa produção tem problemas sérios com produtos importados e subsidiado em outros países, coincidindo com a nossa safra
(Argélia).
Dificuldades com a grade de defensivos agrícolas, pela falta de produtos registrados à cultura de frutas de caroço.
Comercialização: barreiras fitossanitárias interestadual e internacional, falta de pesquisas dos órgãos competentes visando buscar novas variedades e solucionar problemas regionais com a classe produtora.
A importância da nossa atividade
Gostaríamos que todos os Srs. Presentes aqui nesse encontro se conscientizassem que hoje, nesse evento estamos representando entre 1500 e 2000 hectares de frutas de caroço, isso quer dizer, somos geradores de muitos empregos diretos e indiretos.
Em empregos diretos, cada hectare plantado exige a presença física de no mínimo 3 (funcionário/ano), isto quer dizer que geramos entre 4.500 a 6.000 empregos diretos.
Considerando que cada emprego direto alimenta 3 pessoas, no mínimo, damos condições de vida para 18.000 pessoas.
Segundo pesquisas feitas, cada trabalhador direto na agricultura gera outros 20 empregos indiretos;
Vejam os Srs. o tamanho da distribuição de renda que o setor gera para a nossa economia, e importância que temos em nossa classe.
http://www.bomdiariopreto.com.br/index.asp?jbd=4&id=239&mat=25639
A nossa Associação é composta por 56 associados, os quais cultivam 1600 hectares de solo, sendo que 250 hectares são destinados a fruticultura de caroço e o restante é dividido no cultivo de morango, uvas, hortaliças, legumes em geral e boa área de cereais, sendo milho e feijão, também, eucalipto e pecuária.
Queremos agradecer em especial à EMBRAPA- Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado do Rio Grande do Sul , que nos permitiu a presença da Dra. Maria do Carmo Bassols Raseira que fará a principal palestra do evento.
Agradecemos também a todos os participantes aqui presente, dando ênfase as associações, cooperativas, técnicos, pesquisadores, aos grupos de produtores do estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e outros.
Agradecemos a todas as classes produtoras, aos grandes, médios e pequenos empresários, funcionários e colaboradores.
Objetivo do Evento
O Principal objetivo deste Encontro é a União da classe produtora, a troca de informações, troca de tecnologias, uma maior integração e convivência dos produtores, interação para a comercialização, e a profissionalização, porque a profissionalismo é importante para que possamos superar a crise da fruticultura nos últimos anos.
" A nossa classe organizada e unida terá como cobrar e superar os problemas existentes. A parceria em nosso meio é de extrema importância para o que fazemos. "
Propósito
Chamar atenção de dirigentes, sejam eles municipais, estaduais, federais e órgãos ligados a fruticultura, pelas dificuldades que o nosso setor atravessa.
A falta de proteção com a nossa produção tem problemas sérios com produtos importados e subsidiado em outros países, coincidindo com a nossa safra
(Argélia).
Dificuldades com a grade de defensivos agrícolas, pela falta de produtos registrados à cultura de frutas de caroço.
Comercialização: barreiras fitossanitárias interestadual e internacional, falta de pesquisas dos órgãos competentes visando buscar novas variedades e solucionar problemas regionais com a classe produtora.
A importância da nossa atividade
Gostaríamos que todos os Srs. Presentes aqui nesse encontro se conscientizassem que hoje, nesse evento estamos representando entre 1500 e 2000 hectares de frutas de caroço, isso quer dizer, somos geradores de muitos empregos diretos e indiretos.
Em empregos diretos, cada hectare plantado exige a presença física de no mínimo 3 (funcionário/ano), isto quer dizer que geramos entre 4.500 a 6.000 empregos diretos.
Considerando que cada emprego direto alimenta 3 pessoas, no mínimo, damos condições de vida para 18.000 pessoas.
Segundo pesquisas feitas, cada trabalhador direto na agricultura gera outros 20 empregos indiretos;
Vejam os Srs. o tamanho da distribuição de renda que o setor gera para a nossa economia, e importância que temos em nossa classe.
http://www.bomdiariopreto.com.br/index.asp?jbd=4&id=239&mat=25639
02/03/2008
Carta do Chefe Seatle
Carta do Cacique americano ao
Presidente dos Estados Unidos da América
Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe indígena
Seatle a vender suas terras. Como resposta, o chefe enviou uma carta ao
presidente que se tornou famosa em todo o mundo. Seu conteúdo merece
uma reflexão atenta pois é uma lição que deve ser cultivada por todos, por
esta e pelas futuras gerações.
Decorridos quase dois séculos da carta do cacique indígena Seatle ao
Presidente do Estados Unidos, suas lições permanecem atuais e proféticas,
para todos aqueles que sabem enxergar no fundo do conteúdo de sua
mensagem.
CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o
mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo
sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um
homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se
decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais
desta terra como seus irmãos (...)
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria
de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve
acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de
nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi
enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que
ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à
Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão
cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma
família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu
o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao
tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para
amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos
irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem
branco poderá vir a descobrir um dia): nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês
podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é
possível. Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem
branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar
o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas
as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos
próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados
pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial
lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é
um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam
exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da
floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros
obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a
água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia
nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho
da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos
parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da
água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de
nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que
ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada
reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da
vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas
canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês
devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus
também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a
qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa
(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o
homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se
possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um
inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O
ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem,
se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao
redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
Terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa
(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."
Presidente dos Estados Unidos da América
Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe indígena
Seatle a vender suas terras. Como resposta, o chefe enviou uma carta ao
presidente que se tornou famosa em todo o mundo. Seu conteúdo merece
uma reflexão atenta pois é uma lição que deve ser cultivada por todos, por
esta e pelas futuras gerações.
Decorridos quase dois séculos da carta do cacique indígena Seatle ao
Presidente do Estados Unidos, suas lições permanecem atuais e proféticas,
para todos aqueles que sabem enxergar no fundo do conteúdo de sua
mensagem.
CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE
"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o
mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo
sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um
homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se
decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais
desta terra como seus irmãos (...)
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria
de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve
acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de
nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi
enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que
ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à
Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão
cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma
família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu
o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao
tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para
amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos
irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos ( e o homem
branco poderá vir a descobrir um dia): nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês
podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é
possível. Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem
branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar
o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas
as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos
próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados
pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial
lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é
um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam
exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da
floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros
obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a
água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia
nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho
da água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos
parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da
água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de
nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que
ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada
reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da
vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas
canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês
devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus
também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a
qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa
(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o
homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se
possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um
inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O
ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem,
se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao
redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
Terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa
(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."
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