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21/03/2014
28/04/2013
Segurança alimentar
por *João Sereno Lammel
Em seu aguardado e mais recente relatório, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê para este ano um crescimento global de 3,5%, índice ligeiramente acima dos 3,2% alcançados no ano passado.
Com economias mais robustas e equilibradas, os países em desenvolvimento serão os responsáveis, em grande parte, por garantir esse resultado, com estimativa de crescimento em torno de 5,3%. O temor maior continuará sendo a chamada zona do Euro, com dificuldade para virar o jogo depois de uma crise sem precedentes.
Diante do cenário sombrio, explica-se o fato de a palavra 'crise' ocupar o centro das discussões sobre os desafios globais entre líderes políticos, empresários e acadêmicos de mundo. Explica, mas não se justifica. A lamentar é o fato de, ao analisarem temas candentes, sem dúvida, como a crise econômica, estar ausente das discussões uma de suas principais consequências. Ou seja, é preciso recolocar na pauta de prioridades um capítulo crucial para o ser humano e as aspirações de um futuro melhor: a desnutrição e fome no mundo.
De acordo com a FAO, órgão das Nações Unidas para a agricultura e alimentação, o drama atinge cerca de 870 milhões de pessoas, ou seja, 12,5% da população mundial. 'A desnutrição infantil leva à morte, por ano, mais de 2,5 milhões de crianças', alertou, recentemente, Hélder Muteia, representante da entidade no Brasil, durante o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos, realizado em São Paulo pela FAO e entidades do agronegócio.
O assunto, embora possa parecer distante para a maioria de nós, na verdade está bastante próximo da nossa realidade. A pobreza extrema no Brasil regrediu nos últimos anos, mas ainda atinge 8% da população - cerca de 15 milhões de brasileiros. Em setembro de 2000, na véspera da virada do milênio, os 191 países-membros da ONU declararam os Objetivos do Milênio, com oito metas para o desenvolvimento. Reduzir a fome à metade foi eleita como a primeira das metas. Observa-se, contudo, a tímida repercussão internacional deste tema, ausente nas discussões em Davos, e a postura pusilânime de todos nós frente a este flagelo humano.
É equivocada a ideia de que existe fome devido ao desperdício de alimentos. Estudo recente da Institution of Mechanical Engineers, da Inglaterra, admitiu a existência do descarte de alimentos mesmo em bom estado, mas também criticou outros dois fatores: os prazos de validade determinados por órgãos regulatórios, que avalia como exagerados, e a falta de infraestrutura de transportes e armazenamento.
Somem-se a isso as intempéries climáticas que frequentemente frustram as colheitas: nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA, reduziu a previsão da safra mundial de soja 2011/2012, de 257 para 251 milhões de toneladas - quebra de 5,5 milhões de toneladas -, devido à estiagem nos principais países produtores, Estados Unidos, Brasil e Argentina.
A lei da demanda versus preços também é implacável no caso de produtos in natura: um exemplo tem sido a queda nas vendas quando a ANVISA, do Ministério da Saúde, divulga de forma alarmista os índices de resíduos em frutas e hortaliças. 'Além de recebermos até 50% menos pelo que conseguimos vender, grande parte da produção sobra e acaba indo para o lixo', afirma Mariliza Soranz, horticultora e secretária de Agricultura do município de Jarinu (SP).
Por fim, outro fator a ser considerado é a baixa produtividade das culturas em países pobres e em desenvolvimento, em consequência da ainda reduzida adoção de tecnologias como sementes de qualidade, mecanização, fertilizantes, defensivos agrícolas e armazenagem adequada.
Nesse ponto, vale destacar o exemplo brasileiro. O País dispõe, hoje, segundo estudo da consultoria Andrade & Canellas, de aproximadamente 200 milhões de hectares livres para o cultivo - a maior área entre os grandes países agrícolas -, sem precisar avançar um palmo sobre biomas como o Cerrado e a Amazônia.
As tecnologias incorporadas nas três últimas décadas resultaram em expressivos ganhos de produtividade, ocupando menor área (poupança de 74 milhões de hectares). Ou seja, o Brasil alcançou lugar estratégico na segurança alimentar mundial.
Portanto, se a maioria dos líderes mundiais tem passado ao largo de tema tão importante como a fome, cabe às lideranças brasileiras - governo, especialistas, empresas e a sociedade civil organizada -, assumirem a relevância e o protagonismo do País e recolocarem, na pauta de debates, esta agenda decisiva para o futuro da humanidade.
*João Sereno Lammel, 58 anos, engenheiro agrônomo, é presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef.
Em seu aguardado e mais recente relatório, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê para este ano um crescimento global de 3,5%, índice ligeiramente acima dos 3,2% alcançados no ano passado.
Com economias mais robustas e equilibradas, os países em desenvolvimento serão os responsáveis, em grande parte, por garantir esse resultado, com estimativa de crescimento em torno de 5,3%. O temor maior continuará sendo a chamada zona do Euro, com dificuldade para virar o jogo depois de uma crise sem precedentes.
Diante do cenário sombrio, explica-se o fato de a palavra 'crise' ocupar o centro das discussões sobre os desafios globais entre líderes políticos, empresários e acadêmicos de mundo. Explica, mas não se justifica. A lamentar é o fato de, ao analisarem temas candentes, sem dúvida, como a crise econômica, estar ausente das discussões uma de suas principais consequências. Ou seja, é preciso recolocar na pauta de prioridades um capítulo crucial para o ser humano e as aspirações de um futuro melhor: a desnutrição e fome no mundo.
De acordo com a FAO, órgão das Nações Unidas para a agricultura e alimentação, o drama atinge cerca de 870 milhões de pessoas, ou seja, 12,5% da população mundial. 'A desnutrição infantil leva à morte, por ano, mais de 2,5 milhões de crianças', alertou, recentemente, Hélder Muteia, representante da entidade no Brasil, durante o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos, realizado em São Paulo pela FAO e entidades do agronegócio.
O assunto, embora possa parecer distante para a maioria de nós, na verdade está bastante próximo da nossa realidade. A pobreza extrema no Brasil regrediu nos últimos anos, mas ainda atinge 8% da população - cerca de 15 milhões de brasileiros. Em setembro de 2000, na véspera da virada do milênio, os 191 países-membros da ONU declararam os Objetivos do Milênio, com oito metas para o desenvolvimento. Reduzir a fome à metade foi eleita como a primeira das metas. Observa-se, contudo, a tímida repercussão internacional deste tema, ausente nas discussões em Davos, e a postura pusilânime de todos nós frente a este flagelo humano.
É equivocada a ideia de que existe fome devido ao desperdício de alimentos. Estudo recente da Institution of Mechanical Engineers, da Inglaterra, admitiu a existência do descarte de alimentos mesmo em bom estado, mas também criticou outros dois fatores: os prazos de validade determinados por órgãos regulatórios, que avalia como exagerados, e a falta de infraestrutura de transportes e armazenamento.
Somem-se a isso as intempéries climáticas que frequentemente frustram as colheitas: nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA, reduziu a previsão da safra mundial de soja 2011/2012, de 257 para 251 milhões de toneladas - quebra de 5,5 milhões de toneladas -, devido à estiagem nos principais países produtores, Estados Unidos, Brasil e Argentina.
A lei da demanda versus preços também é implacável no caso de produtos in natura: um exemplo tem sido a queda nas vendas quando a ANVISA, do Ministério da Saúde, divulga de forma alarmista os índices de resíduos em frutas e hortaliças. 'Além de recebermos até 50% menos pelo que conseguimos vender, grande parte da produção sobra e acaba indo para o lixo', afirma Mariliza Soranz, horticultora e secretária de Agricultura do município de Jarinu (SP).
Por fim, outro fator a ser considerado é a baixa produtividade das culturas em países pobres e em desenvolvimento, em consequência da ainda reduzida adoção de tecnologias como sementes de qualidade, mecanização, fertilizantes, defensivos agrícolas e armazenagem adequada.
Nesse ponto, vale destacar o exemplo brasileiro. O País dispõe, hoje, segundo estudo da consultoria Andrade & Canellas, de aproximadamente 200 milhões de hectares livres para o cultivo - a maior área entre os grandes países agrícolas -, sem precisar avançar um palmo sobre biomas como o Cerrado e a Amazônia.
As tecnologias incorporadas nas três últimas décadas resultaram em expressivos ganhos de produtividade, ocupando menor área (poupança de 74 milhões de hectares). Ou seja, o Brasil alcançou lugar estratégico na segurança alimentar mundial.
Portanto, se a maioria dos líderes mundiais tem passado ao largo de tema tão importante como a fome, cabe às lideranças brasileiras - governo, especialistas, empresas e a sociedade civil organizada -, assumirem a relevância e o protagonismo do País e recolocarem, na pauta de debates, esta agenda decisiva para o futuro da humanidade.
*João Sereno Lammel, 58 anos, engenheiro agrônomo, é presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef.
21/02/2013
13/11/2012
12/06/2012
Projeto Vida Saudável
Prezados Senhores,
Entre
os vários trabalhos da Associação Hortifrutiflores de Jarinu, está a
qualidade de vida dos nossos produtores, não apenas nossos sócios, mas em
geral. Além de diversos cursos
preparatórios e treinamentos de uso correto de EPI e defensivos, também iremos
fornecer o teste de colinesterase.
A Hortifrutiflores está iniciando um Projeto
VIDA SAUDÁVEL com Programa de
Monitoramento de Resíduo através do
sistema de Teste de Colinesterase. Com esse Programa de Monitoramento podemos
gerar dados, e juntos trabalharmos (a opinião pública), de que nosso
alimento é seguro tanto quanto o trabalho no campo. E que o uso de defensivo é
completamente seguro, quando administrado com responsabilidade, além de necessário, principalmente pelo fator
climático do nosso país. Além disso,
poderemos assessorar todos os proprietários rurais que queiram fazer o exame de
resíduo a fim de obter informações sobre sua saúde e de seus funcionários, e
dos funcionários a serem contratados.
Este sistema conta com a aquisição de um aparelho - Sistema de Teste Colinesterase.
Este sistema conta com a aquisição de um aparelho - Sistema de Teste Colinesterase.
O Sistema de Teste Colinesterase é planejado para uso profissional no monitoramento de exposição para praguicida, medindo os níveis de Colinesterase sanguínea de indivíduos que manuseiam pesticidas, protegendo os trabalhadores de superexposição antes de tornarem-se sintomático. Além disso, poderemos manter um controle periódico da quantidade de produtores contaminados e/ ou funcionários a serem contratados. ( caso venham de outras propriedades).
Acreditamos que esta seja uma oportunidade de podermos manter a transparência do nosso trabalho, além de gerar dados e nos apoiamos neles.
Você poderá obter mais informações
sobre o aparelho no link :
Nosso objetivo é começarmos com esse
projeto na Associação Hortifrutiflores, como um projeto piloto e posteriormente
implantar em outras regiões.
É importante informar que este
Projeto terá a participação e o apoio do
Toxologista da Unicamp. Prof. Dr. Angelo
Trapé que fará o diagnóstico final para cada paciente.
Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente
Mariliza Sarelli Soranz Waldir
Paise
Dir. Presidente Vice
Presidente
17/10/2010
Agricultura Moderna
A agricultura é uma atividade das mais belas e dignas já praticadas pelo homem. É ela a responsável pelo sustento de milhões de famílias, pela geração da maior parte das riquezas do país e, principalmente, pelo alimento e manutenção da vida. ( Risosfera)
Antigamente o médico da família cuidava desde o nascimento até a morte do seu cliente. Podemos chamá- lo de clínico geral.
Hoje em dia o mercado de trabalho está mais exigente e demanda uma especialização. Quem de nós procura um otorrinolaringologista se precisamos de um cardiologista? Um ortopedista se precisa- se de um obstetra?
Há muitos anos a “modernidade“ bateu à nossa porta e como consumidores estamos mais exigente com a marca do produto e sua procedência, prazo de validade, com o tamanho e a resistência das embalagens e o conteúdo dentro dela, se a lata está amassada, se o olho do peixe está brilhante, a carne vermelha ou a fruta fresca.
Com a modernidade herdamos, também, a crise do meio ambiente que já soava o seu alerta há muito tempo, mas ninguém decifrou. Porque não compreendia ou porque simplesmente ignorou. Novas pragas em nossas lavouras, novos desafios a cada dia para superar.
Entretanto hoje, filhos da modernidade, não podemos fechar os olhos e fingir que não estamos enxergando, nem entendendo o que está acontecendo à nossa volta. No mais seria omissão, consequentemente pura irresponsabilidade.
A especulação imobiliária bateu à nossa porta, o alto preço dos insumos e o descontrole climático, grande índice de perda de produção por vários fatores, aborda-nos para uma reflexão: Vale a pena continuar nesse segmento? Não, não vale a pena continuar, se o produtor rural insistir em encarar o seu trabalho como a herança que seu pai lhe deixou e portanto continuar agindo como um lavrador, ou seja, aquele clinico geral que cuidava da saúde de toda a família deste o bambino até a nona.
Mas se partirmos da idéia que, com a modernidade, herdamos novos desafios a superar, também temos o benefício dela, com novas técnicas, e tecnologias em evolução, novas pesquisas e novos produtos ; Consequentemente consumidores exigentes, tanto quanto somos quando vamos adquirir um produto.
O produtor rural deve- se atentar para as necessidades das boas práticas agrícolas e entender que a agricultura hoje deve ser uma agricultura de precisão, portanto sustentável, e que para tanto requer seriedade e profissionalismo, principalmente diante de uma situação onde as margens de lucro, quando existem, são cada vez mais apertadas.
Atitudes simples como análises de solo,rotação de cultura, adubação verde, plantio direto, manejo de produção e de solo adequados, podem fazer grandes diferenças.
Mariliza Scarelli Soranz
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